
O Editorial do JSC de hoje aborda um tema muito importante e caro aos arquitetos, a questáo da humanização das cidades, mais especificamente trata da mudança de paradigma no trânsito das cidades de porte médio e grande. É um indicativo da postura que nossos governantes devem adotar, pensando e agindo com mais criatividade, estatura política e coragem; tomando decisões de impacto positivo e amplo no nosso dia a dia urbano, decisões de grande repercussão baseadas em políticas públicas em sintonia com o século XXI e com as necessidades e características de cada região. Para ilustrar cito alguns exemplos singelos: criar uma estratégia radical de mobilidade não motorizada e de transporte coletivo, com ciclovias interligadas, seguras, confortáveis e práticas; estacionamentos de bicicletas e carros contíguos aos terminais urbanos; implantação de um sistema público de bicicletas urbanas; desapropriação e criação de espaços públicos (praças e parques) ao londo deste sistema cicloviário, onde o ciclista e pedestre pudessem parar para descansar, praticar esportes, ler, meditar e socializar. Resumindo, não adianta pensar de forma isolada, com medidas pontuais e desconectas, é preciso planejar a curto, médio e longo prazo e começar a implantar o sistema imediatamente, com medidas ágeis. Talvez seja a hora de pensar de uma outra forma, exigir representantes políticos mais ligados à nossa realidade e nossas necessidades, governantes criativos e flexíveis, dispostos a construir um grande projeto para suas cidades, mesmo antes de eleitos; um projeto coletivo, amplo e participativo, que expresse as expectativas de todos e apontem para um caminho comum, em sintonia com a vocação da região.
fonte imagens internet: ceraunavolta.wordpress.com reciclocidade.wordpress.com
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